Machado de Assis

1805 – Casam-se, no Rio de Janeiro, Francisco José de Assis e Inácia Maria Rosa, avós paternos de Machado de Assis.

 

1806 – Nasce, no Rio de Janeiro, o pai de Machado de Assis, Francisco José de Assis. É batizado na igreja de N. S. do Rosário e São Benedito, então sé da cidade.

 

1809 – Casamento, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel dos Açores, de José e Ana Rosa, avós maternos do escritor.

 

1812 – Nascimento, em Ponta Delgada, de Maria Machado da Câmara, mãe do escritor.

 

1815 – Os avós maternos de Machado de Assis, José e Ana Rosa, embarcam para o Brasil, com a filha e um irmão, no movimento de imigração açoriana muito incentivado por D. João VI.

 

1821 – Nascimento de Maria Inês da Silva, que viria a ser madrasta do escritor.

 

1838 – Casam-se, no Rio de Janeiro, os pais de Machado de Assis, ele pintor e dourador, ela agregada da chácara da rica portuguesa D. Maria José de Mendonça Barroso, na capela da mesma, no Morro do Livramento.

1839 - Nasce a 21 de junho, no Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado de Assis, filho legítimo de Francisco José de Assis e Maria Leopoldina Machado de Assis _ o nome Leopoldina fora por ela adotado no Brasil, provavelmente em homenagem à mãe de D. Pedro II. Nascimento de Casimiro de Abreu e Floriano Peixoto.

1840 – Maioridade de D. Pedro II.

1841 – Nasce a irmã do escritor, Maria.

1845 – Morrem, durante uma epidemia de varíola, a irmã do escritor, de quatro anos de idade, e D. Maria José de Mendonça Barroso, sua madrinha. Aprovação, na Inglaterra, do Bill Aberdeen, declarando piratas os navios negreiros brasileiros.

1847 – Nascimento de Castro Alves.

1849 – Morre, tuberculosa, Maria Leopoldina, mãe do escritor. Nascimento de Rui Barbosa.

1850 – Lei Eusébio de Queirós, proibindo o tráfico de escravos para o Brasil.

1854 – Francisco José, pai de Machado de Assis, casa-se com Maria Inês da Silva. Neste ano, ao que tudo indica, o jovem Machado passa a trabalhar na tipografia de Paula Brito, na atual Praça Tiradentes. Em 3 de outubro de 1854, publicou, no Periódico dos Pobres ao menos do que chegou até nós o seu primeiro poema, o soneto “À Ilmª. Srª D.P.J.A”. Início da Guerra da Criméia.

1855 – Colabora regularmente com poemas na Marmota Fluminense, de Paula Brito. Nascimento de Artur Azevedo.

1856 – Admitido como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional, exercendo o ofício até 1858. Baudelaire publica Les fleurs du Mal.

1858 -  Segue como revisor de provas de Paula Brito. De 11 de abril desse ano até 26 de junho do seguinte, escreve em O Paraíba, de Petrópolis. Colabora igualmente no Correio Mercantil, do qual fora revisor de provas. Chega ao Rio de Janeiro o poeta português Faustino Xavier de Novais, irmão de Carolina, sua futura esposa..

1859 – Passa a escrever regularmente na revista O Espelho, fazendo crítica teatral, mas também em outros gêneros. Traduz, com outros colaboradores, O Brasil Pitoresco, de Charles Ribeyrolles. Casimiro de Abreu publica As primaveras.

1860 – Entra como redator para o Diário do Rio de Janeiro, onde permanece até 1867. Desse ano até 1875, escreve para A Semana Ilustrada, do alemão Henrique Fleuiss. Morte de Casimiro de Abreu.

1861 - Publica a comédia Desencantos e a tradução da sátira Queda que as mulheres têm para os tolos. Morte de Manuel Antônio de Almeida. Nascimento de Cruz e Sousa.

1862 – Colabora na revista O Futuro, de Faustino Xavier de Novais, e no Jornal das Famílias. Em 31 de dezembro assume o cargo de censor teatral no Conservatório Dramático Brasileiro.

1863 - Publica o Teatro de Machado de Assis, volume que se compõe de duas comédias, O Protocolo e O Caminho da Porta. Nascimento de Raul Pompéia.

1864 – Morre Francisco José, pai do escritor. Viaja até Barra do Piraí. Publica seu primeiro livro de versos, Crisálidas. Inicia-se a Guerra do Paraguai. Morte de Gonçalves Dias.

1866 – Com a morte, no Porto, da mãe de Faustino Xavier de Novais, sua irmã Carolina embarca para o Brasil. Publica a comédia Os deuses de casaca. Publica no Diário do Rio de Janeiro a sua tradução do romance Os trabalhadores do mar, de Victor Hugo, que sai em três volumes no mesmo ano. Em visita a Faustino Xavier de Novais, que apresentava distúrbios mentais, conhece Carolina. Nascimento de Euclides da Cunha.

1867 - Agraciado por D. Pedro II com a Ordem da Rosa, no grau de cavaleiro. Nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial, cargo que exercerá até 1874. Morte de Baudelaire.

1868 - Em fevereiro, em resposta a uma carta aberta de José de Alencar, apresenta ao público o jovem poeta baiano Antônio de Castro Alves.

1869 – Faustino Xavier de Novais morre a 16 de agosto. A 12 de novembro, casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, na capela particular da casa do Conde de São Mamede, no Cosme Velho.

1870 - Começa, a 23 de abril, a publicar no Jornal da Tarde uma tradução, logo interrompida , do romance Olivier Twist, de Dickens. Publica seu segundo volume de versos, Falenas, e Contos fluminenses. Castro Alves publica Espumas flutuantes. Termina a Guerra do Paraguai.

1871 – Lei do Ventre Livre, em 28 de setembro. Morte de Castro Alves.

1872 - Publica seu primeiro romance, Ressurreição. Faz parte da comissão do Dicionário Marítimo Brasileiro.

1873 - Publica o livro de contos Histórias da meia-noite e a tradução de Higiene para uso dos mestres-escolas, do Dr. Gallard. Nomeado, a 31 de dezembro, 1º oficial da 2ª seção da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas.

1874 - De 26 de setembro a 3 de novembro, publica, em O Globo, o romance A mão e a luva, editado em livro no mesmo ano.

1875 – Fundação da Gazeta de Notícias, onde Machado de Assis muito colaborará. Publica seu terceiro volume de versos, Americanas.

1876 - De julho desse ano a abril de 1878, escreve em todos os números da revista Ilustração Brasileira. De 6 de agosto a 11 de setembro, publica em O Globo o romance Helena, editado no mesmo ano. É promovido, em 7 de dezembro, a chefe de seção da Secretaria de Agricultura.

1877 – Morre seu grande amigo José de Alencar.

1878 - De 1º de janeiro a 2 de março publica, em O Cruzeiro, o romance Iaiá Garcia, editado no mesmo ano. Sua colaboração nesse jornal continua até 1º de setembro. Entra, a 27 de dezembro, em licença, e segue, doente dos olhos e dos intestinos, para Friburgo, onde fica até março de 1879. Nessa época concebe e começa a escrever Memórias póstumas de Brás Cubas.

1879 – Em junho começa a colaborar na Revista Brasileira. De 15 de julho desse ano até, pelo menos, 31 de março de 1898, escreve na revista A Estação, onde publica, entre outros trabalhos, o romance Quincas Borba (15 de junho de 1886 a 15 de Setembro de 1891).

1880 - Entra, a 6 de fevereiro, em licença de um mês, por estar sofrendo dos olhos. Designado, a 28 de março, oficial-de-gabinete do Ministro da Agricultura, Manuel Buarque de Macedo. Permanece exercendo as mesmas funções com o sucessor deste, Pedro Luís Pereira de Sousa. É representada, no teatro de D. Pedro II, a comédia Tu só, tu, puro amor..., por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões. Publica, na Revista Brasileira, o romance Memórias póstumas de Brás Cubas (15 de março a 15 de dezembro de 1880).

1881 - Publica em volume as Memórias póstumas de Brás Cubas e Tu só, tu, puro amor... De 18 de dezembro desse ano até 28 de fevereiro de 1897, escreve com assiduidade na Gazeta de Notícias; esporádica, a sua colaboração vai até o número de 2 de junho de 1904. Entre outras seções, redige as famosas crônicas intituladas “A Semana”. Morte de Dostoiévski.

1882 - Publica o livro de contos Papéis avulsos. Entra, a 5 de janeiro, em licença de três meses, para tratar-se fora do Rio, viajando para Nova Friburgo.

1884 - Publica Histórias sem data. Muda-se, com Carolina, para a Rua Cosme Velho, 18, onde viverão até a morte de ambos. Antes haviam morado nas ruas dos Andradas, Santa Luzia, da Lapa, das Laranjeiras e na do Catete. O chalé em que viveram, um dos cinco de propriedade da Condessa de São Mamede, viria a ser demolido na década de 1930.

1885 – Morte de Victor Hugo.

1886 - Sai o volume Terras, compilação para estudo, por ele redigido.

1888 - É elevado, por decreto da Princesa Isabel, Regente do Império, a oficial da Ordem da Rosa. Lei do 13 de Maio. Desfila, a 20 do mesmo mês, no préstito organizado para celebrar a Abolição. Raul Pompéia publica O Ateneu.

1889 - É promovido, em 30 de março, a diretor da Diretoria de Comércio da Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Proclamação da República e exílio da família imperial.

1890 – Viagem a Minas Gerais, em companhia de Carolina e da família do barão de Vasconcelos, a convite dos diretores da Companhia Pastoril Mineira, visitando as cidades de Juiz de Fora, Barbacena e Sítio, atual Antônio Carlos. Aluísio Azevedo publica O cortiço.

1891 – Publicação em volume do romance Quincas Borba. Falecimento de Maria Inês, madrasta de Machado de Assis. O escritor comparece ao enterro acompanhado por Coelho Neto. Morte de D. Pedro II, em Paris. Morte de Rimbaud.

1893 – Com a reforma administrativa deste ano, quando a Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas se transforma em Secretaria da Indústria, Viação e Obras Públicas, passa a exercer o cargo de diretor-geral da Viação.

1895 - De dezembro desse ano a outubro de 1898, escreve na Revista Brasileira (fase Veríssimo). Suicídio de Raul Pompéia. Morte de Pasteur. É realizada, em Paris, a primeira sessão de cinema.

1896 - Publica Várias histórias. Aclamado, em 15 de dezembro, para dirigir a primeira sessão preparatória da fundação da Academia Brasileira de Letras, tem parte preponderante na criação desse instituto que preside até morrer. Morte de Floriano Peixoto.

1897 – Guerra de Canudos.

1898 - É posto em disponibilidade, no dia 1 de janeiro, em virtude da reforma no Ministério da Viação. Volta ao Ministério, como secretário do Ministro Severino Vieira. Exerce depois as mesmas funções com Epitácio Pessoa e Alfredo Maia. Sílvio Romero publica o seu livro arrasador sobre Machado de Assis.

1899 - Publica Dom Casmurro e Páginas recolhidas.

1901 - Publica Poesias completas, onde aparece o seu novo e maior livro de poemas, Ocidentais. Santos Dumont circunavega a Tour Eiffel.

1902 – Nomeado, em 18 de dezembro, diretor-geral de Contabilidade do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas. Publicação de Os sertões.

1904 - Publica o romance Esaú e Jacó. Segue em janeiro para Friburgo, com a esposa enferma. A 20 de outubro morre Carolina, dias antes de completarem 35 anos de casados. Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro.

1906 - Publica Relíquias de casa velha, que abre com o célebre soneto “A Carolina”. Santos Dumont faz o primeiro vôo com o 14 Bis. Morte de Pedro Américo.

1908 - Publica seu último romance, o Memorial de Aires. Entra, a 1º de junho, em licença para tratamento de saúde. Na madrugada de 29 de setembro, às 3h20m, morre em sua casa, à Rua Cosme Velho, 18; é enterrado, segundo determinação sua, na sepultura de Carolina, jazigo perpétuo 1359, no cemitério de São João Batista. Nascimento de João Guimarães Rosa.